
Candidata conta como passou em 1º lugar em Medicina na USP
Conheça
a receita do sucesso da primeira classificada no curso mais concorrido
da Fuvest
Camila
Anna Hofbauer Barbosa, 19 anos, encarou o desafio de passar em
Medicina na Universidade de São Paulo (USP), somou 874.7
pontos em um total de mil e foi a primeira classificada entre
os 9.138 candidatos ao curso no vestibular 2002.
A
receita do sucesso teve como principal ingrediente uma consistente
preparação escolar. Camila fez o ensino médio
em escola particular e depois encarou dois anos de cursinho.
Decidida
e esforçada, a garota não faltou às aulas,
se debruçou sobre os livros todos os dias para estudar
as matérias dadas pelos professores, participou dos testes
simulados e ainda leu todas as obras literárias indicadas.
Camila também optou por abdicar da vida social: deixou
de lado as "baladas" e abandonou a academia para ter
mais tempo de ficar com os livros.
"Meu
lema era: matéria dada é matéria estudada",
comenta. "Para absorver as informações procurava
fazer resumos de todas as lições com as teorias,
fórmulas e dicas dos professores. Com eles tinha mais segurança".
Mesmo
sendo reprovada por dois anos consecutivos nos processos seletivos,
Camila não passou incólume pelo vestibular. "Planejar
é fundamental para quem vai fazer uma segunda ou terceira
tentativa. Condenei esse massacre de ter que fazer 300 exercícios
de um só item da matéria porque descobri que você
mecaniza seu aprendizado. E quando chega no vestibular, você
espera que caia na prova um exercício igual aos 300 praticados",
afirma.
Na
hora da prova, o primeiro passo foi seguir o bom senso e com segurança
resolver as questões mais fáceis e deixar de lado
as mais trabalhosas. Camila lembra que entrou em pânico
quando percebeu que não ia dar tempo para resolver todas
questões das provas de física, química e
matemática. "Tive que chutar com consciência".
Ela confessa que aprendeu a técnica no cursinho. A regra
é simples: numa prova de 20 questões com cinco alternativas
cada, o gabarito deve ser formado por quatro respostas de cada
alternativa. "Percebi que na minha prova de física
a alternativa que menos apareceu foi a letra B. Chutei e acertei".
Além
da USP, Camila concorreu aos vestibulares da Unicamp e Unifesp,
nos quais também foi aprovada. "No ano passado fiquei
com ‘dor de cotovelo’ dos estudantes que passaram
na Unicamp", lembra. "“Mas meu objetivo era passar
na USP".
"Não
me considero inteligente", explica, "Acho que sou esforçada".
Para ela, foram fundamentais confiança, controle emocional
e o apoio da família e amigos.
Camila
conta que resolveu fazer medicina depois de ler o livro "Muitas
vidas, muitos mestres", de Brian L. Weiss. "Medicina
é o meu projeto de vida. Sinto que é meu dever nesse
mundo ajudar as pessoas. A medicina não vai me deixar escapar".
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Fonte: http://educaterra.terra.com.br/vestibular/dicas.htm