
Seria possível colonizar Marte ou Vênus?
Dadas
as condições atuais o homem poderia implementar
colônias nos planetas vizinhos de Marte e Vênus?
Seja
por necessidade (a Terra ficou pequena) ou por desejo de imitar
os deuses, os homens já começaram a pensar em tornar
habitáveis nossos vizinhos planetários, Marte e
Vênus. De acordo com os cientistas, são estes planetas
os que oferecem maiores oportunidades para colonização,
mas mesmo assim são muito diferentes do nosso.
Para
que a vida humana se desenvolva de forma normal, são necessários
uma temperatura média situada entre os 0ºC e 30ºC,
uma atmosfera respirável, pressão suficiente, água
abundante, etc. Estas características não estão
presentes em Vênus ou Marte, por isto os cientistas propõem
transformar os processos que governam seus climas e melhorar a
respirabilidade de suas atmosferas, fazendo-os habitáveis
de forma direta, sem que precisemos recorrer à ajuda de
escafandros ou cidades cobertas por domos.
Sabemos
que há alguns parâmetros dificilmente modificáveis,
como o período de rotação de um planeta,
que marca a transição entre o dia e a noite, ou
a atração gravitacional. Por isso, por enquanto
nos conformaremos em obter um mínimo de habitabilidade,
sabendo que nunca será possível substituir em sua
integridade a nossa velha Terra.
A
transformação de Marte
Marte parece o mais óbvio candidato para uma transformação.
A duração do dia marciano é quase idêntica
ao da Terra, possui uma atmosfera substancial e não está
completamente congelado. Além disto, parece conter água
em seu subsolo. No entanto, a modificação das condições
que imperam em sua superfície não é tão
fácil como poderia parecer.
Marte
é um planeta bastante frio. Para aumentar sua temperatura
global necessitaríamos provocar o conhecido efeito estufa
em sua atmosfera. Na Terra, isto ocorre em conseqüência
de altas concentrações de dióxido de carbono
e outros gases como o metano, que impedem que o calor refletido
pela superfície regresse ao espaço.
Casualmente,
a atmosfera marciana é composta por CO2, mas durante o
inverno este elemento se congela e precipita-se sobre a superfície,
principalmente nos pólos. Se conseguíssemos que
o dióxido de carbono não se congelasse e que sua
presença aumentasse os níveis atmosféricos
de calor, uma vez alcançada uma temperatura adequada, precisaríamos
introduzir oxigênio e nitrogênio na atmosfera para
torná-la respirável. Estes gases não produzem
efeito estufa e assim a temperatura voltaria a baixar. Manter
a quantidade suficiente de CO2 para que isto não ocorra
não é viável posto que para ser respirável,
o ar não pode conter mais de um 1% de CO2.
Se
conseguíssemos vencer este desafio Marte poderia tornar-se
habitável. Esta transformação, no entanto,
deverá ser permanente e muito bem monitorada já
que as condições naturais não são
adequadas para manterem-se por si mesmas.
A
colonização de Vênus
Vênus mostra uma face totalmente diferente do problema da
habitabilidade para nossa espécie. As condições
atuais no planeta são muito mais complexas.
Há
muito tempo, quando seus oceanos de água evaporaram, o
dióxido de carbono permaneceu na atmosfera venusiana ao
invés de precipitar-se como ocorreu na Terra. Dado isto,
o hidrogênio escapou para o espaço e Vênus
se converteu em um magnífico exemplo do efeito estufa,
com temperaturas altíssimas e pressões ainda maiores,
situação totalmente contrária a de Marte.
A
única solução hipotética lançada
até agora para este "entrave para colonização"
seria interromper o fluxo de luz solar que ilumina Vênus.
Mesmo assim, o planeta ainda levaria 50 anos para esfriar por
si só e seria completamente escuro.
Fonte: http://educaterra.terra.com.br/educacao/