Diferencial
confere destaque na profissão de design
Para se destacar no universo do design, os profissionais
fazem especializações e somam graduações.
E, é claro, se houver prêmios no currículo,
tanto melhor.
"Eu uso o design gráfico aplicado
à arquitetura. Faço o produto, a imagem da marca,
a loja, a entrada e a recepção. Esse é o
meu diferencial", define Cris Negreira, 34, proprietária
da On Design.
Ela conta que, após se graduar como designer
gráfica, passou a trabalhar com estampas para moda, e a
profissão possibilitou um contato com outras áreas,
como fotografia e design de interiores.
"Hoje em dia, com informação,
qualquer pessoa faz um logotipo. Eu vendo meu produto porque posso
oferecer pacotes", analisa.
Já Gustavo Piqueira, sócio-proprietário
da Rex Design, seguiu um caminho inverso, trabalhando só
com design gráfico, e afirma que a dedicação
vale o esforço.
Outra vitrine são os prêmios. "No
Brasil, não temos tanta cultura de prêmios [em design]
como em propaganda", diz Piqueira, que projeta embalagens
do sabão em pó Omo, por exemplo.
No entanto, a falta de investimento não
impediu que trabalhos da Rex Design fossem finalistas em festivais
na Inglaterra e na Alemanha, além de serem premiados pela
Associação de Embalagens. E, na última bienal
da ADG, Gustavo Piqueira teve uma fonte gráfica premiada.
"A premiação traz promoção
para o produto, para nós e para o cliente", avalia
o designer industrial Guto Índio da Costa, 35.
Segundo ele, só no IF (Industrial Forum
Design Awards), uma das mais importantes premiações
do design mundial, que acontece na Alemanha, o Brasil teve 20
trabalhos selecionados em 2004. Um projeto de Costa, o ventilador
de teto Spirit, foi um dos vencedores. "O IF dá um
selo ao produto que é como um ISO 9000 do design."
"Temos um produto, que aqui custa R$ 190,
sendo vendido por 200 lá fora. Acredito que essa geração
de designers tem a capacidade de alavancar nossos produtos no
mercado externo."