
O que são números imaginários?
O
que são números imaginários e para que são
usados?
Os números imaginários ou complexos são uma
das tantas abstrações matemáticas que facilitam
o cálculo e a resolução de muitos problemas.
Em vários campos científicos e técnicos são
utilizados durante o desenrolar de um problema e quando se querem
extrair dados concretos para aplicar na realidade, quando se transpõe
o resultado em número complexo para o resultado em número
real, que é o que podemos "medir" (não
podemos medir com um instrumento físico um número
complexo).
Na
realidade, todo número complexo está composto de
duas partes: uma parte real e uma parte imaginária. Quando
queremos extrair um resultado para aplicá-lo a nossas medições
no mundo físico, usamos só a parte real do número
complexo. Com tudo isto, podemos ver que os números complexos
constituem uma estrutura algébrica que engloba a estrutura
dos números reais.
Se
entrarmos em detalhes algébricos, sabemos que existem várias
classes de números, que de forma muito simples podemos
descrever como:
Os
números naturais
São eles 1,2,3,4, etc..., onde cada um é obtido
somando uma unidade à anterior
Os
números inteiros
Incluem números inteiros positivos e números inteiros
negativos: -1, -2, -3, etc...
Os
números negativos
Foram introduzidos na Idade Média para poder resolver problemas
como 3 - 5. Antigamente, parecia impossível retirar cinco
maças de três maçãs, mas os banqueiros
medievais tinham uma idéia muito clara de dívida:
"você me pede cinco maças e depois me paga três,
de forma que fica me devendo duas", que é como dizer
(+3) - (+5). Os números racionais
São razões entre números inteiros: 3/4, -2/5,
etc...
Números
irracionais
São todos aqueles números que não podemos
expressar como frações entre números inteiros,
como por exemplo o número "pi" (3,141592...).
Em contrapartida podemos por como fração o número
0,25, que seria 1/4.
Números
reais
Incluem os números racionais e irracionais.
O
próximo passo nesta escala seria o dos números complexos.
Uma das formas matemáticas na qual se expressa um número
imaginário é na fórmula "a+bi",
onde "a" e "b" são números reais,
e o "i" representa a raiz quadrada de -1. O "a"
é denominado a parte real do número complexo e a
quantidade "ib" representa a parte imaginária
o número complexo. O mesmo número complexo com a
parte imaginária com sinal contrário (no lugar de
ib, -ib) se diz que é o complexo conjugado do número
anterior.
Existe
outra expressão matemática para designar um número
complexo, que recebe o nome de "fator"; não entraremos
em detalhes, mas é outra forma de expressar a mesma coisa.
A solução para muitas situações matemáticas
pode ser encontrada com números complexos, sendo uma das
mais habituais a resolução de equações
de polinômios.
Mas
qual é a origem destes números?
Os números complexos vêm sendo utilizados pelos matemáticos
antes mesmo de receberem este nome e se definirem adequadamente,
de modo que é difícil estabelecer como se originaram.
O primeiro exemplo de problema que conduz ao que hoje conhecemos
como números complexos, data dos ano 50 a.C., quando Heron
de Alexandría tentava resolver a expressão [raís
quadrada(81-144)], em um problema do campo da estereometría.
A
próxima referência foi encontrada na Índia,
no ano 850, quando Mahavira escreveu: "...como acontece na
Natureza, um número negativo não possui raís
quadrada". Em 1545 Girolamo Cardano deu a estes números
o nome de "fictícios". Também em 1545,
Cardan investigava sobre a obtenção de raízes
de polinômios e os classificou segundo seu comportamento.
Foi
finalmente Rene Descartes que deu a designação de
"parte real" e "parte imaginária".
Em 1702 Gottfried Wilhem von Leibniz descreveu os números
complexos como "...a maravilhosa criatura de um trabalho
imaginário, quase um anfíbio entre as coisas que
são coisas e as coisas que não são".
Mais tarde, Euler em 1777 introduziu a notação "i"
e "-i" para distinguir as duas raízes quadradas
de -1, e chamou estas quantidades de "imaginárias".
Também estendeu as funções de tipo exponencial,
introduzindo nelas um argumento complexo. Em 1797 Wessel e posteriormente
Gauss em 1799 deram uma interpretação geométrica
aos números complexos, contribuindo com isto para clarear
sua interpretação.
Finalmente,
em 1833 Hamilton propôs a expressão matemática
dos números complexos como "a + ib" com "a"
e "b" reais, recuperando os termos introduzidos por
Descartes de "parte real" e "parte imaginária".
Considera-se que este seja o marco de início da moderna
formulação dos números complexos
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Fonte: http://educaterra.terra.com.br/educacao/