
Como obtemos os dígitos de Pi?
Que
métodos são utilizados para obter os dígitos
do Pi?
O número Pi é a constante matemática que
representa a relação entre extensão da circunferência
de um círculo e seu diâmetro. Por isto sempre que
dividimos a extensão de qualquer circunferência entre
seu diâmetro, sempre obtemos como resultado o mesmo número:
Pi.
Este
é um dos poucos objetos matemáticos reconhecidos
pelo grande público e, apesar de ser conhecido há
milhares anos, ele ainda é fonte de pesquisas em diversas
áreas. Suas propriedades continuam a ser investigadas e
novos métodos para calcular seu valor seguem sendo apresentados.
O Pi aparece em todas as fórmulas de linhas ou corpos curvos
e nos casos mais inesperados, podendo ser usado em áreas
que vão da estatística à Mecânica Quântica.
Alguns
métodos de cálculo
São conhecidos quatro métodos principais para o
cálculo dos dígitos de Pi:
Obtenção
da extensão da circunferência por meio de polígonos
de n-lados inscritos o circunscritos.
Mediante
a utilização de séries estatísticas.
Através
de procedimentos analíticos e geométricos.
Por
meio de ordenadores (IBM1620 Universidade de Deusto).
São
exemplos dos métodos anteriores o Algoritmo de John Wallis
- Pi= 2 ( 2/1 x 2/3 x 4/3 x 4/5 x 6/5 x 6/7 ....) - o Algoritmo
Gottfried Wilhem von Leibniz - Pi = 4(1/1-1/3+1/5-1/7+1/9...)
- e o método Georges Luis Leclerc Buffon. Com este último
se obtém o Pi com pouca aproximação. Seu
fundamento consiste em lançar quatro palitos sobre duas
linhas. Estes palitos devem ter o comprimento da metade da distância
entre as linhas. Se um palito cair sobre ou atravessar uma das
linhas se anota um ponto. Acumula-se o número de pontos
de 25 lançamentos e se divide entre 100, o que deverá
das algo como 3,1. Os métodos mais precisos são
os softwares matemáticos, como o Mathematica, que pode
obter 10 mil dígitos de Pi.
História
do cálculo de Pi
O primeiro cálculo teórico do número Pi foi
feito por Arquímedes de Siracusa. Arquímedes determinou
que este número seria delimitado pela equação
223/71 < Pi < 22/7. Para isto ele se baseou no fato da largura
da circunferência ter obrigatoriamente que estar compreendida
entre o perímetro de um polígono regular que o circunscrevesse
e outro que estivesse inscrito no mesma. O problema deste método
é que ele converge muito lentamente ao Pi.
No
Egito, davam ao Pi o valor de 3,1605 e na Babilônia somente
3. Os árabes, que tinham um verdadeiro arsenal de matemáticos,
obtiveram 17 decimais exatos de Pi através de polígonos
inscritos em uma circunferência. Estes cálculos foram
realizados na primeira metade do século XV e levaram até
a determinação do lado do polígono regular
de 2832 Lados (Kashi). No Ocidente, encontramos referências
a este número inclusive na Bíblia, onde ele recebe
o valor de 3, como para os babilônicos.
Em
1947, dois norte-americanos - John W. Wrench, Jr y Levi B. Smith
- chegaram aos 1120 decimais utilizando uma calculadora pré-eletrônica
e a fórmula estabelecida por Wallis (1665). Posteriormente
a quantidade de decimais extraídos para Pi foi aumentando
a medida que a tecnologia dos microprocessadores foi avançando,
até situar-se na assombrosa cifra de 51.539.600.000 decimais,
recorde atingido por Yasumasa Kanada e Daisuke Takahashi, da Universidade
de Tóquio.
Como
nota curiosa, em 1983 Rajan Mahadevan foi capaz de recitar de
memória 31811 decimais de Pi.
Por
que é difícil calcular o PI?
Você deve estar se perguntando agora o que há de
tão difícil em calcular o Pi. O problema é
que estamos tratando com um número irracional, isto é
que não pode ser expresso como fração entre
números inteiros.
Se
pudéssemos escrever o Pi como fração, na
forma m/n, bastaria que definíssemos quais são os
números inteiros m e n e, a partir disto, determinar a
periodicidade de sua representação decimal. Por
exemplo, se Pi fosse igual a 22/7 (3.142857 142857 142857 ...),
precisaríamos apenas achar o valor da parte inteira, 3,
e o bloco 142857 que se repete indefinidamente.
É
verdade que existem irracionais de representação
decimal previsível, e então fáceis de calcular,
mas Pi é um irracional imprevisível: sua representação
decimal não mostra nenhuma previsibilidade, sendo que acredita-se
que seus algarismos se distribuam aleatoriamente.
Fonte: http://educaterra.terra.com.br/educacao/