Bianca Fernandes Silva
Psicóloga

CRP: 05/34390
Pós–graduanda em Psicoterapia Cognitivo Comportamental
E-mail: Bianca.psi@click21.com.br
 
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Distúrbio Alimentar
Quero agradecer a oportunidade de participar de um site, que considero extremamente sério, conhecido por moradores de Campo Grande e adjacências, que conseguiu obter seu espaço e se tornou referência para a divulgação de atividades e atualizações da zona oeste.

A abordagem Psicoterapia Cognitivo Comportamental, tem como objetivo a busca por mudanças no pensamento e no sistema de crenças do paciente, com o propósito de promover mudanças emocionais e comportamentais duradouras. O paciente é encorajado a trabalhar junto com o terapeuta, participando ativamente do processo terapêutico.

Ao escolher a matéria que seria divulgada, pensei que algo que tivesse tudo a ver com pessoas jovens e principalmente adolescentes, então escolhi Distúrbio Alimentar que considero extremante importante e que vem crescendo muito de forma assustadora.


Distúrbio Alimentar

Os transtornos alimentares constituem uma verdadeira “epidemia” que assola principalmente sociedades industrializadas e desenvolvidas.

A maior incidência desses transtornos ocorre com mulheres e jovens que buscam atingir o padrão valorizado pela sociedade, buscando então a perfeição do corpo e por isso submetem-se a regimes e dietas extremamente rigorosas e sem acompanhamento médico, além da utilização indiscriminada de inibidores de apetite, causando sérios danos que comprometem a sua vida, seu bem estar físico, psíquico e social.

Os dois transtornos mais bem estabelecidos são a anorexia nervosa e a bulimia nervosa. Ambas tem preocupações extremas com relação à forma corporal e ao peso, são essas preocupações excessivas que favorecem o diagnóstico. Pacientes com esses transtornos relacionam à felicidade com a perfeição do corpo, por isso tem comportamentos específicos para não ganhar peso, tais como: dieta exagerada, vômito auto-induzido, uso inadequado de purgantes ou diuréticos e a prática de exercícios rigorosos.

Uma diferença considerável é que na anorexia nervosa, as pacientes ficam abaixo do peso, já na bulimia nervosa geralmente estão acima do peso, devido as suas dietas serem interrompidas por episódios de ingestão excessiva de alimentos. Pode-se destacar como semelhança, é que em ambos os casos, dificilmente reconhecem que precisam de ajuda, sendo necessário a intervenção da família.

O tratamento pode incluir a psicoterapia individual, em grupo ou familiar, além de medicamentos e exige também um enfoque multidimensional e uma equipe interdisciplinar constituída por psicólogos, psiquiatras, nutricionistas, endocrinologistas, entre outros.

A Psicoterapia Cognitivo - Comportamental, tem se mostrado uma abordagem psicológica muito eficaz, porque tem como objetivos desenvolver o comportamento alimentar adequado, modificar os padrões de pensamento distorcidos e rígidos (crenças disfuncionais), aumentar a auto-estima, motivar a persistência no tratamento, proporcionar apoio emocional, reinserir a pessoa no meio social e auxiliar a modificação do meio que produz o transtorno alimentar, podendo auxiliar também, os familiares, orientando-os em condutas que auxiliem a melhora daqueles que desenvolveram o transtorno alimentar.