Ao falar de relacionamento conjugal, a primeira palavra que me vem à mente é COMUNICAÇÃO, porque a maioria dos problemas vividos por um casal, é desencadeada pelas dificuldades inerentes à qualidade de comunicação que eles têm. Estes problemas podem ocorrer mesmo quando os casais vivem bem, se eles não souberem conversar de uma maneira gostosa e produtiva, se não sabem falar e não sabem ouvir, eles não sabem ser assertivos. Ser assertivo é saber dizer o que se quer, respeitando a si e ao outro. Assertividade requer que se ouça com atenção e respeito quando é a vez do outro falar, que se saiba conversar. Quando nos relacionamos de maneira assertiva e saudável com o nosso cônjuge, deixamos claros os desacordos que possam existir, podemos permitir que as diferenças sejam colocadas e negociadas, de modo a contribuir para a qualidade do relacionamento. A comunicação é a expressão de pensamentos, sentimentos e emoções. A habilidade verbal é uma arte aprendida que faz parte do repertório de interações dos casais. É comum que casais ignorem que a qualidade de suas vidas, incluindo seus estados emocionais, decorre essencialmente da forma como se comunicam e com isso não conseguem identificar que têm padrões de interação com seus parceiros, que são simples repetição do que viram e assimilaram em suas famílias de origem, além disso, não compreendem o poder de suas palavras e as emoções que acompanham suas verbalizações. Tudo que se faz ou fala produz conseqüências no próprio indivíduo, no outro e no relacionamento entre ambos, sendo assim, os casais que tem dificuldades de assertividade, as falas geralmente são recheadas de agressividade, o que gera no outro, sentimentos desagradáveis como mágoa, tristeza, raiva e medo, quando esses sentimentos ocorrem várias vezes quem os vive se torna cada vez mais sensível, reagindo mais prontamente às pequenas provocações o que ocasiona muitas vezes brigas. Dentro do casamento, o relacionamento sexual é um aspecto fundamental e que também merece destaque. É importante ressaltar que não se deve culpar ou colocar no outro a responsabilidade da satisfação do sexo e que nós somos os únicos responsáveis por nossa qualidade de vida, ou melhor, pela nossa insatisfação sexual. Sexo é troca, é diálogo, é poder falar de seus desejos sem preconceitos e experimentar novas formas de prazer, no sexo não existe o certo ou o errado, o importante é a satisfação do casal.
É papel do psicólogo trabalhar com o casal a assertividade, que envolve a habilidade de se expressar adequadamente os desejos e sentimentos de cada um, sem ferir os direitos do outro, com isso, o casal consegue com mais facilidade desenvolver componentes importantes numa relação conjugal, tais como: cumplicidade, amizade, respeito, admiração, entre outros. O trabalho é feito de forma estruturada, respeitando é claro todas as experiências singulares de cada membro do casal, sendo fundamental e eficaz a análise ideográfica, pois possibilita que o terapeuta leve em conta a história do aprendizado único de cada indivíduo dentro de um casal, sendo assim, ele deverá trabalhar as necessidades e capacidades de casais particulares.